Escritas

Rosa morta

matheuscardoso
Masca
Rasga
Corta
Rosa
Morta
Que é
O amor

Pulsa corante
Vermelho vibrante
Avante
Os barcos de sangue
Pelos tabernáculos
Do meu coração.
Tão vasto, tão inútil
Amor sempre sempre fútil

Água mole
Pedra dura
Tanto bate e
Não te fura
Bate tanto o trovador
Em versos e cantigas de amor
Que nada dura

Fura o barco afunda
O barco pega o arco e
Flecha a árvore em que
Os namoradinhos de infância
Talharam seus nomes - tadinhos -

A luz no fim do túnel
Era um trem mesmo,
Com seu vagão soterrando
A poesia do meu coração

Engole e cospe a alma
E perde a calma e bate palma
Pros amantes que nunca foram amantes

E martiriza os poetas
Com seus cabelos escorridos
E com sua obsessão pela lua
(Ah! Mal eles sabem como é
A maldição de conseguir conversar
Com meu coração)

A rosa morta
Que é o amor
Masca
Rasga
E corta.