Escritas

à mestra do anel mal informado

mgenthbjpafa21
Eh eh ele não é de nada,
Bad guy, duh
Mau pra fazer a família triste,
Mau pra ser provocado e não reagir.
Ou responder em proporção
E tomar outros dezoito anos de prisão maior.
O que será o melhor?

Está pagando e merece que optou.
Prescindiu da mulher, sozinho se restou.

Nunca disse que era valente
Nunca disse nada de valentia  mercês
Nunca disse sou um cara marrento
Posso dizer, sem incomodar o vento.

Dizer que quero matar ou morrer,
Muito cansado em procrastinar para optar. 

Antes do presídio que eu inventei,
Antes do presídio que vcs dirigiram,
Onde eu vos neguei elegantemente,
Nas nossas más máscaras com cara legal beleza pura de cara
O cara é um Portuga sangue bom.
O meliante não é nada disso

É um viciado de merda tão consistente
Que tivemos que lhe arrumar um crime,
Para ver se ele vai contestar,
Retórica juridica aqui no meu colo,
Da melhor qualidade o melhor que tem
Só que ao doce ele não vai. 

Só que ele é um retirante sem seca nem sertão,
Um crente sem devoção,
Um bandido sem munição
O cara é uma complicação
E diz:
Venham e me tirem tudo, me enterrem,
Cobardes de merda, matam com tanta leveza,
E sou eu que vos encarei em todo o lado
E vergonhosamente voltei,
Fugi sem querer da porra desse Brasil que amo, 

Para ficar enterrado nesse caralho de cave.
Sei o credo do comando no um e o caminho do bicho,
Sei da mineira inteira e da outra porra maneira.
Onde estaria eu afinal bem, neste lixo ou além,
Onde se faz ou dança, onde se contam os urubus,
Que afinal quando se pegam nem se comem crus?
Gaiola dourada, aqui a catatua, canora sua,

Mestra do Samba, caramba,
Não sei por que crítica, VC anda na sua,
Para VC eu que só envio merecidos elogios, 

Então, ou não me vai querer encarar,
Ou bate na minha porta pirata,
Meu penhorado arrematado,
Não manda recados, não vem com psicologia que não é sua,
Não me canta mais do que sua supremacia
Harmonia que cria e não crítica por mão alheia. 

Pode chegar.
Não me entristece.
Não me agrada reconhecer o monstro que tenho na trela.
E não me fala dela, qualquer que seja.
Se quer falar ouça.
Por isso eu vos não dou relevância.
Vivo num circuito fechado, num mundo alienado.

Reza pelos jovens, que eu estou para lá da redenção.
Quer saber porque ajo assim, não, não quer.
Escreve e ensaia uma lírica rápida,
Maria.
Sou ninguém rodeado de povoado hostil,
Que se assume salvador de quem não deseja ser resgatado,
Um cara que não aprecia ouvir por ouvir dizer.
Juridicamente é depoimento inválido. 

Então continuo aqui simplesmente impávido.
Certo de que o "melhor" ainda está para vir
Como seu samba que a A I insiste em repetir.
Desprazer em ouvir VC em linhas atrevidas
Que desconhecem as tramas entretecidas.
Fica empre a universalidade da vossa razão. 

E a minha posição de continuar a dizer não.
Não nunca. Não é assim Tom Jobim.
Primeiro saiba aquilo que eu vim. 

E fica da errada métrica destes versos,
Caminhão partido para o infinito,
Tudo o que claramente está dito,

Irrevogável,
Sem me esconder, sem invocar razão,
Albedo, alvorada, magnitude, servitude, 

Sempre vou pairar por cima do vosso provocar,
Cantar o infinito da minha abertura e coerência
Da minha inocência em termos de um elemento.

Um bandido assumido, não um conformista.
Um homem já partido, na orla da vossa pista.
À vossa sábia deliberação, fria emoção

PS. não estando identificado além de um inequivoco IP, posso evitar incómodos, e identificar a minha perigosidade com simpatia.
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