E o Tempo Desfolhou
assis1937
Com lábios mui tenros,
Naqueles áureos tempos,
De venturas infindas,
Teu amor confessaste,
E por Deus me juraste,
Felicidades devindas.
Foram anos de loucuras,
Paixão sem desventuras,
Primavera em flor!
Com voluptuosos beijos,
Incontroláveis desejos,
O apogeu de nosso amor!
Mas o tempo, senhor do destino,
Fez-me amargo desatino.
Sorrindo de minha dor,
Levou-me a amada,
A memória inacabada,
A minha rosa em flor.
Hoje, a fugir da agonia,
Escravo da nostalgia,
Rogo, por aquele idílio:
Que o tempo usurpador,
Por pena de um sofredor,
Liberte-me de meu martírio!
Naqueles áureos tempos,
De venturas infindas,
Teu amor confessaste,
E por Deus me juraste,
Felicidades devindas.
Foram anos de loucuras,
Paixão sem desventuras,
Primavera em flor!
Com voluptuosos beijos,
Incontroláveis desejos,
O apogeu de nosso amor!
Mas o tempo, senhor do destino,
Fez-me amargo desatino.
Sorrindo de minha dor,
Levou-me a amada,
A memória inacabada,
A minha rosa em flor.
Hoje, a fugir da agonia,
Escravo da nostalgia,
Rogo, por aquele idílio:
Que o tempo usurpador,
Por pena de um sofredor,
Liberte-me de meu martírio!
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