Bodas
assis1937
Neste quarto, sob da noite a penumbra,
Passados os votos, o beijo, o anel,
Nosso desejo, de tão grande, reslumbra,
Ansiando o momento em que te erga o véu,
E contemple a beleza que à alcova alumbra:
O teu corpo, prenúncio de meu céu!
O ritmo de nossos corpos inebriados,
Ecoa pelo ar, qual doce olor,
E nós, ardentes, apaixonados,
No ápice do mais lascivo torpor,
Emitimos gemidos censurados,
E, ofegantes, sucumbimos de amor!
Acordamos, os dois, juntos sobre a cama,
Onde eu te fiz mulher e me fizeste homem,
Onde o meu corpo, ainda louco, por ti clama.
Ah! Os teus mistérios me consomem!
A tua boca, esta ânsia inflama!
… e nossos corpos se comem!
Passados os votos, o beijo, o anel,
Nosso desejo, de tão grande, reslumbra,
Ansiando o momento em que te erga o véu,
E contemple a beleza que à alcova alumbra:
O teu corpo, prenúncio de meu céu!
O ritmo de nossos corpos inebriados,
Ecoa pelo ar, qual doce olor,
E nós, ardentes, apaixonados,
No ápice do mais lascivo torpor,
Emitimos gemidos censurados,
E, ofegantes, sucumbimos de amor!
Acordamos, os dois, juntos sobre a cama,
Onde eu te fiz mulher e me fizeste homem,
Onde o meu corpo, ainda louco, por ti clama.
Ah! Os teus mistérios me consomem!
A tua boca, esta ânsia inflama!
… e nossos corpos se comem!
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