Escritas

Sete

Danilo de Jesus
À noite, a lua parace que brilha sem nenhuma cicatriz,
e de sem sono o Cemitério parece que dorme.
Brilhando meu pesar, sigo os Girassóis e parece que todos vêem.
Não! Só a lua parece sabê-lo e vê-lo.

Recordo-me a dor e este momento chora em todos os relógios,
menos em meus olhos que suspiram fundo, como em busca de luz para enxergar, mas cegos e sem descanço seguem, cobertos de poeira!
É a lembrança um grito de dor ou esas que, vencendo o tempo, o sem medidas e forte tempo, leva-me ao passado?
Sigo... Sem paz. Lembrando. Sem chegar.

Isso é uma esperança, tão falha! mais falha do que as asas dum avestruz!
É um misto de não e negação, de imperfeito impedindo a perfeição.
Quem viu a dor nascer – pétala –, neste peito em flor e teve a coragem de a pisar, como quem  pisa na vida que luta contra o peso de mil mortes sob si e as vence uma a uma, uma a uma, meu Deus! uma a uma...?
Como pétala outra dor nasce sob esse mesmo peito em flor, tão falha e mista.
Falha e mista. Meus Deus, até quando?
salvem-me!

Tenho vontade de explodir e deixar de ser eu, até mesmo nas migalhas.
E nessa inexistência só ter lembranças de você, tanto.
Até que, no quando, ser livre, mesmo depois do prazer, para chupar seu corpo inteiro, que eu também sou "fi" de Deus!

O sonhar doi-me tanto.
Não pela realidade triste como um sol molhado, mas pela presença de tua ausência.
Eu felizmenteria a mão por cada curva, com meu coração ferosmente palpitando, mas sem pressa alguma E beijaria cada beijo com uma nova vida,
e quando tudo estivesse pronto, a primeira vez seria do teu corpo purificaria o meu em outra primeira vez.
Ninguém jamais saberá dessa verdadeira verdade que só é mentira porque a sonho.
Doi.

Que saudade gigante e de aço!
Nesse dia uma nova Primavera nascerá na Primavera já nascida
e eu não sei que fruto serei.
Em meio às Violetas terá uma Rosa vermelha e saberemos o porque!
Porém, isso trará o Inverno, espetacular e abruptamente.
Você já ouviu falar das "Rosas que dão no Inverno"?

Envelheci por dentro e fora do tempo
porque estive sempre fingindo e fugindo, mas sorrindo sem rir
A dor foi verdadeira, como os dias vêm e passam.
Amei sempre àquela cuja pronome sempre ordenou que ficasse distante.
Fui indo sem nunca chegar E chorei e cansei! de cansado, chorei nuvens cor de chumbo
Antes mesmo eu gritara, chega!
Futuro foi e eu fiquei no passado e sem presente.
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