Escritas

Samid

Antonio Aury
Samid

Tinha cinco anos de idade quando mamãe me chamou!
- "Está conversando com quem?"
Respondí:" converso com um senhor"!
Passava da hora de dormir 
Recebí um abraço e meu pequeno cobertor!

Era inverno e como sempre rezava prá Jesus, o Salvador!
De manhã me acordei,
lembro do homem que conversei
na noite anterior!

Corremos juntos, para vermos mamãe e papai
eu e meu irmão, o caçula e companheiro!
O mais velho com nossos pais se encontrava
Gente fina, sorridente, falava de um livro de mosqueteiro!

Os dias foram passando e sempre se repetia
Quando à noite eu rezava o homem aparecia!
Me perguntava por tudo e todos com detalhes
E prontamente eu respondia!

Era um senhor muito alto
vestido em um listrado pijama!
Sentava na minha pequena cama
Quando eu chegava na última Ave Maria
Eu dormia e o homem como encanto,
Ele desaparecia!

Como eu era um menino falador
decorava as palavras do senhor
e às vezes  para meus irmãos eu repetia!
Quando alguma pessoa notou 
Que eram palavras de sabedoria!
Eram as palavras do meigo senhor
que à noite, para conversar, me aparecia!

Deste dia em diante ele não apareceu
Eu rezava bem mais que o habitual
rezava a milésima Ave Maria
Mas ele não parecia!

Eu perguntei prá mamãe porque isso acontecia
Então, ela do assunto se inteirou! 
Perguntava e eu respondia
e desta forma mamãe falou:
"É o seu anjo da guarda , seu guia e
protetor"!

Até fiquei conformado 
mas sempre com esperança
de um dia encontrar aquele sábio senhor!
puro e singelo  e  como toda criança
Por ele eu nutria muito amor!

O tempo foi passando era próximo do natal
,Me lembro que era o por do sol, 
Aquele homem maior que a aurora boreal
Novamente me aparecia, Eu pulavra , eu sorria!
E ele com alegria uma coisa me lembrou
Pratique sempre o amor como eu pratiquei um dia! 























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