Canto de urgência
gabrielriva
Serei eu o último são em um mundo caduco?
Serei o último caduco em um mundo são?
Será meu último suspiro agudo ou eterno?
Não. Não é esse o poema que quero.
Quero um verso-ser e ser um verso,
quero falar sobre tudo que há para viver e não vivemos.
Sobre o grito de liberdade e o grito de desespero,
quero falar sobre ter...
Ter histórias e ter beijos,
ter romances e ter carícias,
sobre ser amor e ser vivo.
Ser amor é ser vivo,
e ser amor é se permitir ser triste.
Não sou o primeiro poeta neste canto,
E nem serei o último.
É preciso lembrar que vivemos
pela neblina que desce no nascer do sol na baía,
pela incomoda felicidade de uma criança,
pelo choro baixo no final de um dia.
Não há poema mais urgente de ser escrito.
Não há métrica, não há originalidade,
não há rima, cadência ou ritmo,
mais importante ou rico do que este poema-memória.
Esse poema é vivo,
este poeta é você
e neste último verso, vá embora.
Serei o último caduco em um mundo são?
Será meu último suspiro agudo ou eterno?
Não. Não é esse o poema que quero.
Quero um verso-ser e ser um verso,
quero falar sobre tudo que há para viver e não vivemos.
Sobre o grito de liberdade e o grito de desespero,
quero falar sobre ter...
Ter histórias e ter beijos,
ter romances e ter carícias,
sobre ser amor e ser vivo.
Ser amor é ser vivo,
e ser amor é se permitir ser triste.
Não sou o primeiro poeta neste canto,
E nem serei o último.
É preciso lembrar que vivemos
pela neblina que desce no nascer do sol na baía,
pela incomoda felicidade de uma criança,
pelo choro baixo no final de um dia.
Não há poema mais urgente de ser escrito.
Não há métrica, não há originalidade,
não há rima, cadência ou ritmo,
mais importante ou rico do que este poema-memória.
Esse poema é vivo,
este poeta é você
e neste último verso, vá embora.
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