Escritas

Para lá do horizonte

Frederico de Castro


Cheia de matreirice a noite floreia a
Face do tempo que insinuante perfuma
Aquela maresia colorida e tão apaziguante

Para lá do horizonte antevejo um aguaceiro
Que chegará contagiante, regando a terra que
Ávida se embebeda desta chuva tão excitante

No cortejo da solidão badala uma hora ofegante
Dormita aconchegada a uma sombra caiada de
Silêncios coreografados por este lamento agora saciado

Frederico de Castro
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