O que é limpo, esconde o Diabo (Versos para outro agora)
gabrielriva
Queria viver, indepedente das luas,
das marés, dos poderes, do sistema.
Queria aquela liberdade, que só um jogo
sem sistema lhe dá: vá e seja.
E assim será o mais feliz nisso.
Queria que o que escolho fosse,
e o que não quero, foi. Queria a vida
sem mais que perfeito, sem imperativo,
sem futuro do pretérito.
Uma forma de verbo que falasse
que todas as expectativas, se trabalhadas,
são a realidade.
Queria falar como seria ouvido,
escrever como seria lido,
festejar como se houvesse motivo.
Tudo passado, o que cato no chão
é o que foi aproveitado.
Ficou de ontem o azedo, ácido,
refluxo do complexo, asia do discurso.
Pudera nosso diálogo
fazer de tudo belo.
Esse conhaque de trago forte,
é a síntese da minha vida:
dúbia sinestesia em minhas sinapses,
o cheiro do podre é o que da esperança.
O que é limpo, esconde o Diabo.
das marés, dos poderes, do sistema.
Queria aquela liberdade, que só um jogo
sem sistema lhe dá: vá e seja.
E assim será o mais feliz nisso.
Queria que o que escolho fosse,
e o que não quero, foi. Queria a vida
sem mais que perfeito, sem imperativo,
sem futuro do pretérito.
Uma forma de verbo que falasse
que todas as expectativas, se trabalhadas,
são a realidade.
Queria falar como seria ouvido,
escrever como seria lido,
festejar como se houvesse motivo.
Tudo passado, o que cato no chão
é o que foi aproveitado.
Ficou de ontem o azedo, ácido,
refluxo do complexo, asia do discurso.
Pudera nosso diálogo
fazer de tudo belo.
Esse conhaque de trago forte,
é a síntese da minha vida:
dúbia sinestesia em minhas sinapses,
o cheiro do podre é o que da esperança.
O que é limpo, esconde o Diabo.
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