Escritas

Presságio de mal

mgenthbjpafa21

Bate a sombra no pontal lançando um presságio de mal
Cresce em linda barriga de linhas ágeis 
Desenvolve ora ora em fetos saudáveis, 
Hora a hora encasula em embriões viáveis 
Olá ao mundo num parto de dor e temperança, 
Há esperança em querer a mudança no gerador da matança 
Que falecerá antes que a mãe tropece na calçada,
Ensanguentado, se esvai esgotado, 
Morte num momento, presságio agoirento
Vive num dia que se não sabe adiado
Aquele que tudo verá acabado. 
Aquele sem pedagogia, o sem melancolia,
Que não seja de olhar o mundo numa polia.

Numa genialidade mecânica, é um desmembrador, 
Num maquiavelismo esotérico e tétrico, não basta o mal teatral
Ele exige em sublimação o reconhecimento da solidariedade,
Como se o outro fosse empatia, urge pela saciedade
De exercer o mal, em liberdade celebrado como benfeitor de verdade 

Quando assoma na varanda é uma sombra do mal que manda
A assunção da sombra no pontal que confirma um presságio 
Uma música negra chorada por outro em forma de adágio. 

Porque vive nestas linhas desalinha
Porque existe neste destroço de esboço 
Porqe a manga tem seu caroço 
Porque hoje faleceu lindo moço 
Há quem jogue as armas para lá 
Na sagrada festa a Xangô e Oxalá 
Porque escrevo isto eu sei lá. 


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