Malte de ódio, oh, so refined
mgenthbjpafa21
O meu ódio é refinado como um malte de 21,
Não sei como cabe que afinal sou apenas um,
Tenho em gargantua panóplia de memórias,
Que incluem milhares de histórias originais
Como tem todos as n pessoas, ladainhas demais.
Só que as minhas, sim, lembram os pontos focais,
Todo este “proyecto” donde me reduzem,
Todo este abjecto ser em que me pintam.
O meu ódio é maior que a vossa hipocrisia
O meu ódio é rebuscado como a ourivesaria.
Só vais cessar, irmão, com os meus órgãos desfeitos,
Vai acabar no retorno aos organismos que me consumam,
Pois cemitério, normativo de regras não me encontrará,
Pilha de despojados não me queimará, aqui ou em Corfu.
Ouçam bem, ou nāo, está melhor que bem, meu bem, Kikazaru!
O meu corpo há-de flutuar putrefacto, vir à tona,
O meu cadáver será da vida que amo, vida que não tem amo,
Os meus membros devorados ou simplesmente absorvidos,
Mas a vocês nunca, nunca eles serão servidos,
Assim como em vida vos recusei e intimidei,
Assim como em vida preferi os vorazes animais,
Eu sou o ódio que vós nutris pelos demais
Sob a capa de engano que vejo à transparência,
Esse engano que vos aterroriza, pois eu chego como a briza
E vejo através de vós o ódio que trazeis dos avós
E, polido, embelezado, é a substância de todos esses nós.
Uma civilizaçāo hedionda, uma máscara implacável,
Post estruturalismo, neo pragmatismo, postmodernismo.
Eu sou o transversalista do vosso mimetismo, feio, insofismável.
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