Domingos a penas, vazios e frios
mgenthbjpafa21
Domingos apenas, inutilmente, sofridos,
Tão raramente vividos nestes anos corridos,
Onde me enredam em passos a reparar danos...
Melhor quando saía sem dormir
Cansado do amor suado, skoll matinal,
O papo pouco banal, os cães a conversar
As pessoas a comprar pão e eu a disfarçar
A comprar o que não havia de emborcar
Ou até fumar uma preta, que era raro,
Uma loira com a branca de qualidade,
Essa era a dona do domingo de verdade.
Domingos cheios de intencionalidade
Tardes de calor, água ,sexo, insanidade,
Até sobrevir a prisão de decidir contra o falso pão
Optar pela saúde, sem fito, a matar-me desde então.
A lutar contra a minha natureza, a minha certeza
A amarrar-me à decadência sem qualquer beleza,
Pois mais vale uma manhã daquelas que este pardieiro,
Trocava uma dessas por este frio fosso, ano inteiro,
De provar que prescindo, canudo da faculdade,
De existir, realmente, saciedade de conselhos,
Uma década roubada, a que mais vos faltava,
Sem civilidade, mudas acusações, paradigmas
Enterrado, sufocado no jogo, sem rapar pintelhos,
Olhos velhos, refratados em míriades de lágrimas.
Que no dia de ficar mudo, hei-de sorrir
Ao lembrar todo o dia o que vos ouvi mentir
A tentar trazer uma razão
Que não aceito neste porvir,
Quisera jazer contorcido
Num plano esburacado, perdido.
Sempre, estejam certos, a final,
Deitarei onde quiser, ou se não puder,
Numa simbólica Pasárgada qualquer.
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