EU SOU AQUELA MULHER

Eu sou aquela,
 que faz uma festa com pão e água,
que caminha sem rumo o cair da noite
a que aprendeu a fazer do limão a limonada.
Aquela que já frequentou festas nobres, tomou vinhos caros,
 mas prefere  a favela,
E tudo que há dentro dela,
aquela que se doa,
não porque é boa,
É que eu sou aquela,
que não se preocupa nem um pouco,
com o que os outros vão pensar,
Eu sou aquela,
que acende vela pro santo,
Pede a benção pras iabás,
Bate a cabeça no congá,
pede proteção aos orixás,
e olha o céu á procura de ovnis,
Eu sou aquela mulher,
que é o que quiser,
quando está bom, ela fica, quando não,
mete o pé.
Eu,
sou esta mulher!
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