Filosoficamente
Teka Castro
Filosoficamente
De repente a vida me feriu, e eu sem querer, acabo ferindo também.
De repente a vida me deu muitos obstáculos, mas faço disso novos horizontes, e não sinto o fracasso.
De repente o trem bala ( https://www.youtube.com/watch?v=sWhy1VcvvgY), passou mais veloz que a Luz.
De repente, me vejo passional, e me encontro com a solidão, mesmo rodeada de pessoas, e outros seres.
Os prazeres me foram negados, e eu me afogo num mar de solidão, sem compreensão do mundo, sem revisão de minha vida. Mesmo que acredite, que tenha eu existido noutra vida, e ainda não aprendi a perdoar.
Sinto medo de como deixar meus filhos para o Mundo, e o Mundo para meus filhos.
Hoje a tecnologia adentra e no estupra nossas vidas. Ficamos que nem zumbis, a deriva de um mar tecnológico. Hoje tudo parece incerto.
E, eu queria andar, não como o Cristo, andou no deserto por 40 dias, não aguentaria mais que um dia, pois sou frágil, e vivo atormentada pelo passado.
Já não sou como dantes, antes mais amante, mais fugaz, hoje sem pressa, e pedindo a Deus que me deixe partir.
De repente, não deixarei em testamento, verbas, imóveis, ou outros materiais, para que meus herdeiros briguem por demais, deixarei apenas o legado de estudarem, escreverem, cuidarem da Mãe Natureza, e a respeitar por completo. Deixarei o legado de não confiar em tudo que se vê, mas muitas vezes, ser como o Apóstolo Tomé, acreditar só vendo.
De repente, a vida me deixou sem rumo, e no resumo de meus dias, nem mais o prazer de escrever poesias, ou lê-las nas páginas amareladas de meus cadernos onde inúmeras poesias escrevi.
Hoje me deixo sucumbi ao medo, a inexistência de tudo, observo que quem tem poder aquisitivo é melhor que o outro, muitas vezes nem julgados com as Leis dos homens são. Em compensação a classe mais pobre, morre a míngua, morre de frio, morre de depressão, sem trabalho, sem alimento, sem nada.
De repente, na minha vã filosofia, me deixo iludir e escrevo o que penso.
Sou um crepúsculo que de repente veio ao mundo para cutucar os pensares alheios, lembrar a todos, que igrejas, estão cheias de pecadores, de inveja, de pessoas corruptas, um querendo ser mais que o outro. Seja qualquer religião.
Não sou uma pessoa que não crê em Deus, mas não consigo entender, como pessoas que vão aos vários grupos das igrejas são mais hipócritas do que eu.
Sinto, que filosoficamente, hoje vão pensar e muito.
E, que serei eu criticada, mas a vida é assim mesmo, e estamos juntos nessa jornada.
Paz e bem.
Ofereço aos meus familiares, colegas de trabalho, a colegas virtuais, e a todos que lerem esse poema. Até mais.
Tereza Cristina G Castro.
São Paulo, 26 de julho de 2019.
Dia friozinho de sol.
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