Pelos trilhos da noite


No quintal do tempo recreiam-se pequeninas
Sombras apaixonadas actuando no palco das virtudes
Que cortejadas desenham caricias tão bem dissecadas

Pelos trilhos da noite escorre uma escuridão
Sanguinolenta, deixando no hematócrito da solidão
Uma patológica angústia sangrando de emoção

Tecido no ocaso da alma o silêncio desvenda-se
Quase ultrajado, alimentando os preliminares de
Tantas caricias gemendo absolutamente arrojadas

No regaço de cada hora freme um segundo revoltado
Sustém e manipula a vida que saciada e sem artimanhas
Reproduz ávidos ecos que vadiam pelas minhas entranhas

Frederico de Castro
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