Escritas

Inevitavelmente

oviajantesobreajanela
Língua preta, pulmão negro, enema de espírito.

Bastão branco que me acaba. Chama que mata.

Suéter cinza que eu visto. Sinto-me um fantasma

Vagando e vagando por vidas, sem toca-las.

O tempo nos trata como um fantoche mudo.

E tudo que podemos fazer, é nos sentir esmagados.

Quando me dou conta, estamos todos morrendo sobre o céu azul.