Cocadas mofadas
oviajantesobreajanela
Entrei no ônibus e olhei a janela com olhos cansados da paisagem
Abri a porta e cheguei em casa, contemplando as cores da saudade
Antes minha casa fosse azul-piscina do que esse amarelo desbotado
Com tudo absolutamente caindo aos pedaços, inclusive eu.
As cocadas mofadas na gaveta ainda esperam você chegar
Dissestes que tinha hora e deveria partir agora, e não poderia me levar.
A saudade me corroeu mais do que os fungos impregnados no doce
E minha alma se esfarelou como restos de açúcar mascavo
Meu corpo mofou como os pedaços daquela cocada.
Mas ainda sigo esperando como se não tivesse acontecido nada
Eu só peço que, se nada deu restar, se a saudade me levar ao mar
Que eu possa ao menos ver teus olhos novamente.
E a saudade se bate, se prova se guarda e cresce igual a uma massa.
Abri a porta e cheguei em casa, contemplando as cores da saudade
Antes minha casa fosse azul-piscina do que esse amarelo desbotado
Com tudo absolutamente caindo aos pedaços, inclusive eu.
As cocadas mofadas na gaveta ainda esperam você chegar
Dissestes que tinha hora e deveria partir agora, e não poderia me levar.
A saudade me corroeu mais do que os fungos impregnados no doce
E minha alma se esfarelou como restos de açúcar mascavo
Meu corpo mofou como os pedaços daquela cocada.
Mas ainda sigo esperando como se não tivesse acontecido nada
Eu só peço que, se nada deu restar, se a saudade me levar ao mar
Que eu possa ao menos ver teus olhos novamente.
E a saudade se bate, se prova se guarda e cresce igual a uma massa.
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