Àquela que passa, senti nela.
mgenthbjpafa21
O intersetar dos micromundos pela audácia do gesto.
O movimento da mão que corta o ar, e sentinela
O afastar da atenção com a emoção de saber
Que a esbelta, potente, mulher está grávida,
Prenha de sentimentos que nunca conhecerei
Por mais emprestados que os tenha tido, lágrima
Que me escorre pela barba branca, mulher, me enamorei
Por quem, subavaliada, teve marido que lhe desmereceu,
Pelo que a união dos merecidos amantes, expressa em beijos
E suspiros desiguais, e apertos de felicidade que se teme
Tudo debaixo do Plátano, na margem que nunca alcancei.
Podes ter errado em mães de lindos filhos, e acertar no virar
Daquela esquina cujo prumo era distraidamente fora de curso.
Ou tenha eu sido tão feliz que a normal diaridade das luzes,
E da falta delas, o bater dos calcanhares que tu, mulher bela,
Mulher, o que trazes de entrevistos beijos e abraços suspeitados!
Ancas ondulantemente próximas, costas esculturais, quando viras
O queixo que leva o resto da face que já amo, eu, sem fôlego,
Penso, sinto-te, desconheço quem és, só não me deixes agora.
Não abandones quem te merece, te deseja, te respeita,
Quem não te conhece e ora, ante ti, estremece
Senão onde estaremos, nós que nos perdemos?
Versão gorada de probabilidade
Não posso aceitar isso!
Já somos!
És o meu horizonte infindo!
Para lá de ti as águas escorrem do mundo,
Os monstros marinhos não atacam caravelas
Calaram-se num grito as canções de amor
E as crianças no oblívio nada reconhecem.
Precisamos de ti, ó musa que passas, acontece!
És o hidrogénio do oxigénio na garganta da gente,
Cada um o mútuo recíproco no século nascente
Passa neste instante em que o amor entretece!
O movimento da mão que corta o ar, e sentinela
O afastar da atenção com a emoção de saber
Que a esbelta, potente, mulher está grávida,
Prenha de sentimentos que nunca conhecerei
Por mais emprestados que os tenha tido, lágrima
Que me escorre pela barba branca, mulher, me enamorei
Por quem, subavaliada, teve marido que lhe desmereceu,
Pelo que a união dos merecidos amantes, expressa em beijos
E suspiros desiguais, e apertos de felicidade que se teme
Tudo debaixo do Plátano, na margem que nunca alcancei.
Podes ter errado em mães de lindos filhos, e acertar no virar
Daquela esquina cujo prumo era distraidamente fora de curso.
Ou tenha eu sido tão feliz que a normal diaridade das luzes,
E da falta delas, o bater dos calcanhares que tu, mulher bela,
Mulher, o que trazes de entrevistos beijos e abraços suspeitados!
Ancas ondulantemente próximas, costas esculturais, quando viras
O queixo que leva o resto da face que já amo, eu, sem fôlego,
Penso, sinto-te, desconheço quem és, só não me deixes agora.
Não abandones quem te merece, te deseja, te respeita,
Quem não te conhece e ora, ante ti, estremece
Senão onde estaremos, nós que nos perdemos?
Versão gorada de probabilidade
Não posso aceitar isso!
Já somos!
És o meu horizonte infindo!
Para lá de ti as águas escorrem do mundo,
Os monstros marinhos não atacam caravelas
Calaram-se num grito as canções de amor
E as crianças no oblívio nada reconhecem.
Precisamos de ti, ó musa que passas, acontece!
És o hidrogénio do oxigénio na garganta da gente,
Cada um o mútuo recíproco no século nascente
Passa neste instante em que o amor entretece!
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