Escritas

Felices cumpleaños

mgenthbjpafa21
Cumpleaños, que nos hace recordar? 
 
Os anos que se não vão cumprir
 
Aqueles que se não acabam ou não iniciam
 
Os dois, os que estão envolvidos nos inícios 
 
E naqueles interrompidos aqueles não cumpridos
 
A vida começa no momento da geração na comum concepção
 
É o nado vivo, o aparecer para o perigo que aguarda cá fora
 
O romper da placenta a primeira tormenta, isso sim torna a gente atenta 
 
O nascimento o cumprimento da gestação o dealbar da razão 
 
O nevoeiro de um ano incompleto excepto para uma extrema minoria
 
Nascidos às zero horas do primeiro dia, os quais se podem excluir do inquérito por advir
 
Que dessa consideração se não exclui a condição do nevoeiro do indeterminado
 
Dos dois anos onde o medo o imprevisto e o ignorado são tão sonantes 
 
Onde as campainhas não se podem unring, onde os terrores, Ping, são enfim escorridos
Nos medos do mar sem fim, 
 
Na quadra soneto ou grito antes do fim ou aquele mais fino e fraco donde eu vim.
 
A certeza da maioria de dizer com um grito eu vi o dia, mesmo que fosse de noite
 
Uns precisam de açoite, vão à incubadora, aspiram as secreções 
 
Que diferem em muito daquelas retiradas na hora acabada da coisa finada
 
Daquela biología parada, da cara enrugada, a respiração desligada, da vida enfim acabada
 
Num ano que se não cumple, sin cumpleaños mesmo que os tenha celebrado embora 
 
A verdade das convenções, não das monções que são mais certas que as comédias, estações ou comezinhas oscilações 
 
Uma verdade que ainda é Gregoriana, um ano que se determina pelo que se congemina e concorda
 
Como chamar enforcamento à corda que conclui o momento e consagra o detrimento. 
 
O ano dos finados não é um ciclo acabado
 
O ciclo do vivo nado não é um ciclo completo
 
E tudo o que lhe medeia cabe na nossa ideia 
 
Que começa e acaba num momento de instante, num grito rampante num nevoeiro indistinto 
 
Numa fundamental ignorância de ignorar, de estar e faltar
 
Como uma aula assistida mas de falta marcada
 
As mãos assentes no plano e um olhar de ansiedade no pano
 
Naquele ano de cumpleaños onde os anos se não cumprem
 
Como injustamente se quedam as queridas da nossa vida
 
As nossas coisas sonhadas, as pessoas amadas, os consumos não consumados, 
 
Os feitos adiados, os projetos relegados, os jardins abandonados 
 
Todas as ervas daninhas que se vão desenvolvendo, 
 
Uma comum teoria que fala da entropia, 
 
Todas as reflexões sobre os sistemas tenderem à imutabilidade, 
 
À extinção da energia, ao anoitecer do dia
 
A dizer you had your day, now you must make way. 
 
Esse day que celebramos em felices cumpleaños. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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