Solidão...quanto me apeteces



Enquanto a noite adormece, solidões que me apetecem
Vagueiam entre versos e rimas tão (in)compatíveis, até
Retemperarem a fé que chega sempre imperecível

As emoções ainda que casmurras teimam colorir a
Implacável ilusão, que depois de engarrafada, esconde-se
Numa coreografia de caricias ressarcíveis e bem replicadas

Na biblioteca dos meus silêncios pavoneiam-se palavras
Muito diversificadas para que sedutores afagos acarinhem
A esperança repleta de intemporalidades tão codificadas

Sem mais vacilar o dia aperalta-se de luz que subtilmente
Revela as ancas de uma solidão tão massificada, carimbando
Na tez do silêncio uma tristeza vorazmente replicada

Frederico de Castro
183 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.