Escritas

No Banco da praça.

André Medeiros




 

A noite na praça

Enquanto jovens dançam

Idosos se observam

E o pipoqueiro faz seu trabalho

O ar é bucólico

E o diálogo é leve e descontraído.

 

Assim como os teus passos tímidos

Ao entrar no café

Pra pedir ao tempo que espere a vontade passar

E possa servir uma xícara com afeto e boa companhia.

 

Sem a pressa do ponteiro do relógio

Não me incomoda a tua despedida

 

Sei que o tempo as vezes morre,

Mas o teu sorriso, é vida.

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