Escritas

Coligação das almas

Frederico de Castro


Desancorei uma hora fundeada na baía da
Solidão que madrugava numa onda relegada
Banhando o tempo com uma caricia bem alagada

Ferrada ainda num sono profundo a noite tece
Uma ilusão aconchegada a um idílico silêncio que
Instigado, se esquiva num célere beijo tão rogado

A putrefazer-se quase excomungado cada lamento
Suporta uma tonelada de emoções tão intrigadas
Qual cordial e empírico afago avidamente desejado

Na coligação dos sentidos um eco masoquista
Fomenta desenfreadas memórias que telúricas
Abalam a saudade de forma tão expurea

Emana da manhã um refrescante perfume conivente,
Onde se maquina uma cabala de paixões sempre latentes,
Onde se apaziguam duas almas que se unem tão complacentes

Frederico de Castro
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