Frieza
Nilza_Azzi
Na poesia das madrugadas me ofereces,
sem sol, palavras emboloradas.
Qualquer vida real, inatingível,escapa.
Onde vive o pastor dos dias verdes,
roupas no varal, vento fresco,
juventude das flores, frutos sumarentos?
Trago-te em raios de luar, luzes néon,
bosques nevoentos, corações partidos,
laços desfeitos... e solidão, perfídia.
Montanhas sumiram no ventre do planeta,
solo, plano horizonte sempre além... além.
O lago, em que banhas o corpo excelso,
é fonte que concede perfeição. Hesito
ante a fragrância estonteante ao teu redor, ante
desdobramentos espelhados nessas águas míticas.
Quero beber da fecundidade sempre pródiga;
voltas a mim o frio do teu olhar indiferente.
Nilza Azzi
sem sol, palavras emboloradas.
Qualquer vida real, inatingível,escapa.
Onde vive o pastor dos dias verdes,
roupas no varal, vento fresco,
juventude das flores, frutos sumarentos?
Trago-te em raios de luar, luzes néon,
bosques nevoentos, corações partidos,
laços desfeitos... e solidão, perfídia.
Montanhas sumiram no ventre do planeta,
solo, plano horizonte sempre além... além.
O lago, em que banhas o corpo excelso,
é fonte que concede perfeição. Hesito
ante a fragrância estonteante ao teu redor, ante
desdobramentos espelhados nessas águas míticas.
Quero beber da fecundidade sempre pródiga;
voltas a mim o frio do teu olhar indiferente.
Nilza Azzi
Português
English
Español