Poente submerso



Escapa à socapa este silêncio sempre acossado
Dormita feliz entre os lençóis da maré que irisada
Tece uma palavra tão impensada e efervescente
Antes da noite adormecer além mais resplandecente

Épica e pontual cada hora flui pelo calendário
De muitas, tantas emoções inspiradas e clementes
Qual extensão suprema das minhas orações
Deambulando além piedosamente reverentes

Cada brisa serena e aveludada percorre a derme da
Solidão tão expectante, que de tão fanática imerge
Lunática entre uma caricia pertinente…quase selvática

Olho para além e vejo o poente submerso num mar
De luminescências aromáticas, adormecendo depois entre
Aquela maresia marota, atrevida, tão grávida, tão vívida

Frederico de Castro
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