Escritas

Vapores

Nilza_Azzi
A Lua derrubou-se pelas matas
e a vida, ali presente, em rebuliço, 
mostrou que as criaturas, mesmo as fracas, 
repetem seu papel eterno e, nisso, 

em tudo, o fato é novo, embora igual... 
As noites já beberam muitas luas, 
mil sóis fazem do sonho algo real 
– não há verdade eterna, minha ou tua. 

Nas névoas pretensiosas do futuro, 
nos ares deslizantes do passado, 
o canto do planeta é claro-escuro; 
o encanto de seu par, privilegiado. 

No brilho desses raios sempre etéreos, 
o bosque guarda cheiros e mistérios. 

Nilza Azzi

 

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