Selo
Nilza_Azzi
À tarde, quando o Outono bate à porta
e o vento sopra baixo, agita as folhas,
se vens falar de amor, a mim não tolhas,
nem faças dessa via a rua tort
na qual eu vá seguir sem ter perdão.
Onas vestes mais charmosas, ou nos mantos
que aquecem corpos... Quero a ti, então,
a fonte mais real que traz prazer
à vida interna, ao mundo azul do centro,
às formas tão intensas, quando adentro
a inércia frágil, própria a todo ser.
Mas, caro, não me beije à luz de velas,
Se o nosso amor, de fato, tu não selas...
Nilza Azzi
e o vento sopra baixo, agita as folhas,
se vens falar de amor, a mim não tolhas,
nem faças dessa via a rua tort
na qual eu vá seguir sem ter perdão.
Onas vestes mais charmosas, ou nos mantos
que aquecem corpos... Quero a ti, então,
a fonte mais real que traz prazer
à vida interna, ao mundo azul do centro,
às formas tão intensas, quando adentro
a inércia frágil, própria a todo ser.
Mas, caro, não me beije à luz de velas,
Se o nosso amor, de fato, tu não selas...
Nilza Azzi
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