Escritas

Reminiscência

Nilza_Azzi

Pela manhã, os campos são mais belos,
a brisa é fresca e o sol ainda não arde.
O dia cresce, vai fazendo alarde
e sob o céu, a vida tece anelos.

Meio do dia! Justo para a tarde,
lá vai o tempo  − faço meus castelos.
Assisto ao longe rápidos duelos;
não vejo em mim razão de ser covarde.

Boca da noite! Súbito, o poente,
a luz recolhe a sua cor dourada:
− Minha janela já contempla a Lua.

Quiçá amanhã, no leito indiferente,
venha a lembrar do quanto tu me agradas,
−  entanto uma saudade se insinua.

Nilza Azzi
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