Escritas

Miscelânea

Nilza_Azzi
Fora da tampa, o meu amor por ti,  
pois do comum das massas vou distante.  
Teu rastro eu sigo alegre, sempre adiante:  
― A amar assim, jamais eu me atrevi!  

E se eu passasse a régua e, num rompante,  
andasse no caminho que escolhi,  
ao teu redor, seria um colibri,  
num voo atordoado e delirante.  

Beijar-te-ia os pés, a fronte a face,  
em busca da doçura que extravasa,   
até fazer só minha, a tua casa.  

Depois, talvez aos pés de Deus pousasse  
e Lhe fizesse apenas um pedido,  
que amar tivesse um tempo indefinido.  

Nilza Azzi

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