Migalhas poéticas
Nilza_Azzi
Sou um cisco da luz, fragmento ou migalha,
uma lágrima anã do negro firmamento;
sou poeira, quiçá, que o forte vento espalha,
nos confins desse azul, não me julgo a contento.
Não sou nem mesmo a chuva, a martelar na calha,
e menos sou o mar, poder e movimento:
– da rocha faz areia e sem cessar trabalha –
na praia breve bolha, ali mal me sustento.
Num plano que é imenso, a ponto de infinito,
sou fóton sem ter par, vagando pelo espaço.
Habito, tão pequena, os vastos universos,
sem entender porque o mundo é tão bonito.
Se não tenho grandeza em nada do que faço,
o meu querer espalho, em migalhas de versos.
Nilza Azzi
uma lágrima anã do negro firmamento;
sou poeira, quiçá, que o forte vento espalha,
nos confins desse azul, não me julgo a contento.
Não sou nem mesmo a chuva, a martelar na calha,
e menos sou o mar, poder e movimento:
– da rocha faz areia e sem cessar trabalha –
na praia breve bolha, ali mal me sustento.
Num plano que é imenso, a ponto de infinito,
sou fóton sem ter par, vagando pelo espaço.
Habito, tão pequena, os vastos universos,
sem entender porque o mundo é tão bonito.
Se não tenho grandeza em nada do que faço,
o meu querer espalho, em migalhas de versos.
Nilza Azzi
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