Gotas
Nilza_Azzi
Indiferentes descem pelo vidro,
gotas de chuva, num país perdido.
Chora a vidraça, embaça aquela mágoa,
a água escorre e vai pela enxurrada.
Uma rajada e a chuva desce em ondas,
estronda o vento com seu assobio.
Um arrepio ― ondulam as cortinas ―
e névoas finas cobrem as montanhas.
Como não fossem sanhas tolas minhas
― a linha fina ainda escorre em gotas ―
sigo sozinha, vou um ponto abaixo
e quando encaixo o sol à minha porta,
na rua torta onde a chuva mora,
demora o choro nas lágrimas quentes.
Nilza Azzi
gotas de chuva, num país perdido.
Chora a vidraça, embaça aquela mágoa,
a água escorre e vai pela enxurrada.
Uma rajada e a chuva desce em ondas,
estronda o vento com seu assobio.
Um arrepio ― ondulam as cortinas ―
e névoas finas cobrem as montanhas.
Como não fossem sanhas tolas minhas
― a linha fina ainda escorre em gotas ―
sigo sozinha, vou um ponto abaixo
e quando encaixo o sol à minha porta,
na rua torta onde a chuva mora,
demora o choro nas lágrimas quentes.
Nilza Azzi
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