Na vã desilusão
Nilza_Azzi
Na vã desilusão, na dura pena,
o mundo nem me acena e a dor invade
o vão onde me escondo, onde se encena...
Num palco sem plateia, sou metade.
Perfeita ribanceira: – Eis a falena!
Crimeia, onde ficaste? Qual maldade
disfarça o torpe mal, em luz serena;
subir nesse telhado, pois, quem há de?
Noviça em corredores estendidos,
caminha e vai deixando seus ruídos,
manchando esse silêncio necessário.
Partículas ou ondas, corolário...
A vida e as alternâncias! Vá! Encare-o!
– É seu fantasma! E o medo, assim, serena.
Nilza Azzi
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