Escritas

Preamar

Nilza_Azzi

Como se fosse o mar, assim o amor,
vasto, inconstante e muito perigoso,
jamais conhece, do ir e vir, repouso,
e quando encrespa  – que avassalador!

Se brilha ao sol, reflete azul formoso,
ou bem confunde e mostra verde cor,
e sobre nós dispõe, só por dispor,
pois nos atrai ao seu deleite e gozo.

E o mar cuja canção nos delicia
– o marulhar das ondas sobre a areia,
num forte estrondo, o choque nas falésias –

revela sobre amar verdades régias,
senhor desse poder que nos alteia,
de amar­ – essa tristeza, essa alegria...

Nilza Azzi
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