Escritas

Porto

Nilza_Azzi

Quando Augusto sorriu, foi o bastante...
– Armadilha de amor – fez-me  cativa!
Do seu beijo, bebi doce saliva,
sem querer me perdi. Fui mais adiante.

No frescor das manhãs de Sol radiante,
a caminho da escola, eu, sempre viva,
era a mulher fatal, a eterna diva,
era enfim sedutora, embora infante.

Quando Augusto partiu, sem mais aviso,
restou-me suportar a triste história,
sofrer, sentir a alma merencória.

Mas não vou dar a mão á palmatória.
É só saber poupar e ter juízo...
– Nas terras d’além-mar, um dia piso!

Nilza Azzi
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