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Nilza_Azzi

A borboleta que vemos entre as flores,

a pousar, aqui e ali, com ar gentil,
ela sói provar também de outros humores,
de outro tipo menos nobre, bem mais vil.

Quando os cadáveres, meros condutores,
deixam escapar o sumo que os nutriu
essas rainhas, das mais diversas cores,
pousam sobre a morte, bebem desse fio.

A vida lembra esse rio indiferente,
cujo desejo, seguir até o mar,
força um caminho, sem nunca se deter.

O rio, das águas, esquece de saber;
bem como a vida, de nós, de se lembrar:
ela só quer perdurar, seguir em frente.

Nilza Azzi
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