Escritas

Apuro

Nilza_Azzi
Sumir-se enfim, se não existe em nós
mais esperanças de seguir adiante,
mas entender que, por um breve instante,
de um sonho, pôde revelar-se a voz.

Seguir a luz, a esfera  delirante,
tocar o céu, perdê-lo logo após
– reconhecer que a dor é mais veloz
e a alegria, o tempo de  um flagrante.

Depois saber que nada do que passa
pode alterar a nossa irrelevância,
ou afastar de nós a velha sina...

À ilusão, roubar-lhe a eterna graça,
por relegar ao limbo, o sonho e a ânsia...
Elevar a tristeza à dor mais fina.

Nilza Azzi

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