Escritas

Silêncio complacente

Frederico de Castro


Entre a noite e o dia repousam muitos
Silêncios tão castos tão sublimes
Alimentam tantas melancolias unânimes
Numa absoluta bebedeira de ilusões tão uniformes

De madrugada lá despertam solidões poéticas
Protótipo de muitas memórias eminentes, escritas
Num rascunho de emoções arfando, arfando
Extraordinariamente complacentes

No mundo dos meus silêncios navegam tantas
Maresias dissidentes deixando um balbuciante
Lamento rendido a este promiscuo desejo quase demente

A manhã ainda convulsa, regurgita um gomo de luz
Tão incipiente, tatuando a alma com caricias intactas
Sustidas e sedimentadas numa palavra tão estupefacta

Frederico de Castro
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Comentários (1)

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albertodecastro
albertodecastro
2019-06-01

Lindo poema. Adorei. Abraço.