Escritas

Marina

Nilza_Azzi

Senti como se o céu de azul intenso
conversasse comigo e, confidente,
soubesse dos detalhes do que penso,
do turbilhão que habita minha mente.

À mão, em tal lugar, sequer um lenço,
para salvar os olhos de uma enchente.
Na busca de aplacar o gesto tenso,
simulo o olhar vazio, num ponto ausente.

Nenhuma nuvem mancha o céu e a vida
emerge da paisagem colorida,
que some no horizonte, junto ao mar.

Contudo exista calma no ambiente,
a dor não me abandona e, sutilmente,
em ondas vai doendo devagar...

Nilza Azzi
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