Escritas

Ao meu amigo

maiams
A você, meu amigo, que a tudo perscruta.

Que sente a dor e a tristeza de saber.

 

Sempre oprimido, arrancado e esquecido.

A você, dedico estes versos.

 

Sei que nada podemos, e a todo instante queremos mudar o mundo.

Mas, permita dizer-te: Você mudou o meu.

Sem mais abismos, sem mais trovoadas.

Só o sol resplandecente, o vento sul a soprar e a carregar o pólen da vida.

 

A você, meu amigo, a quem muito devo e a quem pertenço.

Entrego a ti, algo que não se vê e nem se sente, quando se está com pressa.

Algo moldado com a paciência e a lágrima, com o riso e o canto.

 

Não digo seu nome, não é necessário. Tu o sabes, e isso basta.