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Danilo de Jesus
Tanta água estragada, um oceano suspenso no ar
Agora, como beber esta vida
E fervo-me em gotas de fogo e seco e choro e grito montanhas d'água, sou todo pó
O espelho do quarto a molhar-me de vida, mas mergulho nele e quebro-a
Logo, cacos inundam o céu. Tudo emundado, é hora de comer o tempo e vomitar a vida que Molhada por “peixe é lágrima”, chora, aurora da minha vida, nascida num Buraco Negro
Que eu não tive nem paz nem trevas, nada
Agora, como beber esta vida
E fervo-me em gotas de fogo e seco e choro e grito montanhas d'água, sou todo pó
O espelho do quarto a molhar-me de vida, mas mergulho nele e quebro-a
Logo, cacos inundam o céu. Tudo emundado, é hora de comer o tempo e vomitar a vida que Molhada por “peixe é lágrima”, chora, aurora da minha vida, nascida num Buraco Negro
Que eu não tive nem paz nem trevas, nada
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