Escritas

Ao relento

caio_neumann
Ao relento, no sereno da noite
       temo ser inexistência
como vi quem inexistiu
       por tanto morrer de desejos
       de enrolar-se em braços
       onde a Não-Reciprocidade
       habitava e festejava.
Ao relento, no sereno da manhã
       temi o meu reflexo
       como em um espelho
       entretanto, haviam momentos em
       que o reflexo do espelho agisse
       tão ríspido e afiado quanto
       lâmina de navalha.
      
Ao relento, no sereno da vida
       vi o amor cair do céu
assim como os dinossauros viram cair
  o tal do meteoro

O amor sou eu, e eu me devoro!
Não cultive afetos que possam te destruir.