Escritas

CHEGA DE PROMESSA

Paulo Sérgio Rosseto
Chega de promessa
De esperar sem pressa
Vamos em frente
Cuidemos da vida
Amanhã é segunda
Depois inverno
E a vinda engana
Quem não alcança
Porque nem partiu
Não saiu da cadeira
Nem foi, nem seguiu
Nem se dispôs a acordar
Desperdiçou o abono
Que o tempo deu

Hoje ninguém chora
Estamos protegidos
Da fada da morte
Ainda é outono
Começo ariano
Cedo de abril

Acende a luz
Ou coisa parecida
Busque porque acaba
O que existe além
Da porta que se abriu
Antes que todos
Fiquemos sem
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