Quando ressuscita a noite

Esta noite , ressuscitou e perdurou neste
Silêncio enraízado a mil pedaços da memória
Insubordinada, sempre on-line, até que, fascinada
Se renove toda a esperança cada vez mais refinada
A noite enluarada e saturada da escuridão
Liberta todos os breus algemados, concubinados
Com a solidão que ali chafurda amofinada, num
Flagelado lamento absolutamente espezinhado
Em gotículas subtis e apaixonadas o céu desagua
Por fim a meio da meia noite tão delicada, deixando
Uma peregrina ilusão a vadiar categoricamente apaparicada
A mística das manhãs reside em deixar fugir todos os
Raios de sol inadvertidamente desatinados para que se
Semeie no amor esse gentil sorriso ressuscitando apaixonado
Frederico de Castro