Escritas

Não tenho medo de cubanos

Valdeck Almeida de Jesus
Quanto mais misturar, pensadores, filósofos, médicos, escritores, pintores, escultores, melhor. O mundo é globalizado e as sempre quiseram isso. Agora que a oportunidade de intercâmbio,
real, chega, parece que as pessoas estão com saudades dos muros de berlins, dos
muros das palestinas, querem muros de coréias separando os atlânticos e os
pacíficos... o ar que respiro não sei de onde vem..

E, complementando, o brasileiro médio (do analfabeto ao grande intelectual pós-doutorado nas diversas sourbonnes da vida) possuem o mesmo quilate de auto-depreciação. Na minha
opinião, somos gênios, mas não acreditamos nisso.

Não sei porque tanto medo de cubanos ou espanhóis, se a gente está cercado de carros alemães, sanduíches americanos, perfumes franceses, telefônicas itálias móbiles, aprendemos inglês nas escolas, usamos calças jeans, veículos japoneses etc. etc. É um
contrassenso proibir UNS, enquanto OUTROS já invadiram nosso território há
muitos e muitos anos, inclusive com direitos que eram restritos a brasileiros.

Valdeck Almeida de Jesus
Salvador-BA, 31 de agosto de 2013