Escritas

Da minha janela

gabrielgambini
Da minha janela

Vejo três velhas, tagarelas

Bebericando coisa amarela

E um cachorro também velho

Mais velho do que a mais velha pedra

Mais velho que as três outras velhas

Tão velho quanto quem fez as velhas

Tomando nota de toda a conversa

Bebericando o que caia

Do resto da coisa amarela

E uma esperança voava, inquieta

Deixando seu néctar-de-nome naquela terra