Breu farsante
Frederico de Castro

Há gotas de luar que regam a memória
Repleta de saudades insubmissas
Arremessam palavras sempre travessas
Deglutindo a noite que chega quase possessa
Entregues a este breu farsante, desnudam-se
Tantas luminescências apaixonadas, deixando
A madrugada encabulada de tão estimulada
Da escuridão mais flagelada resta uma sinfonia
De cânticos tão travessos e apaixonados
Deslizando pelo silêncio sempre tão profuso e excitado
Frederico de Castro
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