Onde dorme a noite?
Frederico de Castro

Cheia de efeitos inebriantes a noite estatela-se
Numa dezena de horas vadiando pela escuridão
Voraz e harmoniosamente omnipresente
Onde dorme a noite? Acolá, tão sossegadamente
Tão furtivamente, que a solidão ainda debilitada
E confrangida, acode esta rima assaz tão inibida
Frederico de Castro
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