Mão Amiga
A mesma mão que puxa
É a mesma mão que deixa cair
A mesma mão que afaga
É a mesma mão que bate
Não fisicamente
Você me bate com atitudes
Você me bate com palavras
Sendo que eu precisava do seu ombro pra chorar
Não sinto sua mão amiga
Não sinto seu pulso firme para me segurar
Se eventualmente eu cair
O caminho que fiz
Tudo o que aprendi foi sozinha
Você não guiou os passos
Você não me ensinou como passar pela tempestade
Tive que molhar a cara na chuva e ver por mim mesma
Você me escondeu
Como um bicho indefeso
Como aquele pássaro no ninho que não sabe voar
Mas nem para o vôo você me preparou
Não sinto sua amizade
Não percebo seus sentimentos
Você vive num universo paralelo
Onde tudo é perfeito
Onde tudo está sempre certo
Não tenho sua mão amiga
Me sinto com as mãos vazias
Você me deixou marcas
Você acha que tudo é bobagem
Você sempre insinua que a culpa é minha
Mão adversária
Mão inimiga
Mão que não acaricia
Braços que não abraçam
Repulsam, afastam
Batalhamos ao invés de jogar juntas
Lutamos e ninguém ganha essa guerra
A mão que deveria acompanhar, afasta
Mão que vai à boca e cala
Mas quando não cala, acusa
Mão que aponta
Mão que me julga
Não precisa mais na minha mão segurar
Tive que aprender sozinha a andar.
É a mesma mão que deixa cair
A mesma mão que afaga
É a mesma mão que bate
Não fisicamente
Você me bate com atitudes
Você me bate com palavras
Sendo que eu precisava do seu ombro pra chorar
Não sinto sua mão amiga
Não sinto seu pulso firme para me segurar
Se eventualmente eu cair
O caminho que fiz
Tudo o que aprendi foi sozinha
Você não guiou os passos
Você não me ensinou como passar pela tempestade
Tive que molhar a cara na chuva e ver por mim mesma
Você me escondeu
Como um bicho indefeso
Como aquele pássaro no ninho que não sabe voar
Mas nem para o vôo você me preparou
Não sinto sua amizade
Não percebo seus sentimentos
Você vive num universo paralelo
Onde tudo é perfeito
Onde tudo está sempre certo
Não tenho sua mão amiga
Me sinto com as mãos vazias
Você me deixou marcas
Você acha que tudo é bobagem
Você sempre insinua que a culpa é minha
Mão adversária
Mão inimiga
Mão que não acaricia
Braços que não abraçam
Repulsam, afastam
Batalhamos ao invés de jogar juntas
Lutamos e ninguém ganha essa guerra
A mão que deveria acompanhar, afasta
Mão que vai à boca e cala
Mas quando não cala, acusa
Mão que aponta
Mão que me julga
Não precisa mais na minha mão segurar
Tive que aprender sozinha a andar.
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