Escritas

AMAR

Adonay Moreira



Amar, depois morrer.

Estar distribuído na água, no sol e no mar,

conhecer de perto o silêncio úmido dessas bocas

que se desesperam e ante a total caridade

não se confundem nem se confessam, e não

têm nada a esconder.

Amar, depois morrer.

Ser fogo e paz,

exílio e calma,

suor derramado por entre as alegres flores do pátio,

ser imortal como as coisas que passam,

ouvir o silêncio e com ele aprender.

Sim, amar, e só depois morrer.