ANÚNCIO





Ouço a morte a bater, insistente, nos vidros.

Poeira, isolamento e cansaço se unem

e de mãos dadas comemoram o sangue e a carne.

Já não ouço a luz

e nem sobre ela me precipito.

Imagem, exílio e fé se confundem por entre

as vozes de tantas solidões já desesperadas.

O orvalho amanhece nos corações mais sensíveis

e os homens dormem na cidade inventada.
550 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.