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Adonay Moreira
Adonay Moreira
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Ouço a morte a bater, insistente, nos vidros.

Poeira, isolamento e cansaço se unem

e de mãos dadas comemoram o sangue e a carne.

Já não ouço a luz

e nem sobre ela me precipito.

Imagem, exílio e fé se confundem por entre

as vozes de tantas solidões já desesperadas.

O orvalho amanhece nos corações mais sensíveis

e os homens dormem na cidade inventada.
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