Escritas

Atos desfeitos

Alma e Gort


Atos desfeitos

Rasguei da saudade os direitos

Forgei adaga em cruel intento

Pensando crava-la no teu peito

Para morreres no esquecimento

Gestos palavras o riso e teus olhos

Tudo fazia meu coração desfeito

Desertando joguei os tais abrolhos

Limpei todo lugar onde me deito

Por fim deixei a vida me ofertando

outra chance de me deixar refeito

quem sabe novo amor surja perfeito

Mas uns passos ouvi porta a dentro

O coração aberto me saltou do peito

caindo em tuas mãos... daquele geito.

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